2009/11/23

Climategate: Rebentou a Bomba 

Manuel Brás

Não vou aqui maçar os leitores com incursões por questões técnicas, demasiado técnicas, à volta do estudo do clima e das aldrabices que os alarmistas do clima têm espalhado, com a conivência de jornalistas de importantes media internacionais, e praticamente de todos em Portugal, como alunos disciplinados que são.

É que um hacker, presumivelmente russo, entrou na caixa de correio de Phil Jones, do Hadley Centre, da Universidade de East Anglia, um dos principais cientistas do alarmismo climático. A partir daí foi só ver a correspondência com os outros camaradas de causa, como Michael Mann, o que, a confirmar-se a autenticidade dos ficheiros e das mensagens, abala profundamente a autenticidade e a credibilidade desses cientistas e da sua causa.

Ou seja, temos que ser prudentes, mas a confirmar-se o teor das mensagens, os tais efeitos catastróficos do aquecimento global antropogénico, que tantos cientistas endossavam e tão científicos que eram, podem não passar de uma combinação orquestrada entre esses tais cientistas, com a conivência de muitos jornalistas que iam espalhando o pânico, sabe-se lá com que finalidade.

Que dirá o Ricardo Garcia, a Clara Barata, a Helena Geraldes, ou os professores Viriato Soromenho Marques e Filipe Duarte Santos?

Sempre que se pode dizer que é uma conspiração movida para arrumar de vez com a já moribunda, ainda não começou, Cimeira de Copenhaga, para desviar as atenções do conteúdo das mensagens. Mas então, que dizer do conteúdo das mensagens? Que ele não existe?

Sempre aqui desconfiámos da forma como este assunto tem sido tratado, a modo de propaganda ideológica, pelos media, tentando sempre calar as vozes dissonantes e cépticas, excluindo-as selectivamente de jornais e televisões, e até atacando-as pessoalmente como “negacionistas”, como se pôr em dúvida uma opinião ou hipótese científica, por muito propagandeada que seja, fosse algum crime. Quando assim é, e perante esta gente, só há uma atitude honesta: desconfiar, desconfiar, desconfiar.

Perfila-se no horizonte, cada vez mais, uma legitimíssima suspeita: que esta gente primeiro tirou as “conclusões” e depois andou à procura de dados científicos, selectivos e seleccionados, que defendessem a sua dama. Estes, sim, não são de fiar.

Para o leitor aceder a um entendimento mais pormenorizado do que se tem passado nos últimos dias, veja:

http://www.foxnews.com/story/0,2933,576009,00.html


http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100017393/climategate-the-final-nail-in-the-coffin-of-anthropogenic-global-warming/


http://wattsupwiththat.com/2009/11/19/breaking-news-story-hadley-cru-has-apparently-been-hacked-hundreds-of-files-released/#more-12937


http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/11/climategate.html


Quem sabe se o aquecimento global antropogénico não morreu no dia 20 de Novembro de 2009?

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2009/11/16

Perguntas Sem Resposta 

Será verdade que é obrigatório endossar a homossexualidade para ser ou fazer qualquer coisa neste País?

2009/11/15

ES desabrocha em Figueira de Castelo Rodrigo 

Manuel Brás

Finalmente parece que a educação sexual chegou a Figueira de Castelo Rodrigo. Após centenas de anos de obscurantismo e preconceito um professor tem a coragem de sair do armário e mostrar às criancinhas o que é a liberdade sexual.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/figueira-de-castelo-rodrigo-tvi24-professor-abusos-abusos-sexuais-educacao/1099550-4071.html

O que não sabemos é se o professor se inspirou nos manuais recomendados, de que o Expresso em Maio de 2005 dava fé:

http://nacionalismo-de-futuro.blogspot.com/2009/05/para-que-memoria-nao-falhe.html

Porém, depois de ver a reportagem da TVI, com a inestimável ajuda do professor de Figueira de Castelo Rodrigo, compreende-se o porquê da obrigatoriedade que o governo quer imprimir à “educação sexual”. É uma questão de equilíbrio e compensação: se, por um lado, manda apertar o cinto, por causa da crise, por outro, manda desapertar as calças.

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Democracia, Referendos e Profecias 

Manuel Brás

Um dos “case-studies” mais apetitosos para os politólogos é a relação entre os sistemas ditos democráticos e os referendos que se vão realizando aqui e ali. Outro seria a relação entre a política e os media, mas disso é melhor nem falar.

Todos nós conhecemos a história dos referendos, sobre diversas matérias, em Portugal e noutros países relativamente próximos como a Irlanda, a França, a Holanda ou a Dinamarca.

O que não sabemos, porque não foi, ou quase não foi, notícia – certamente por esquecimento devido ao muito que há para fazer – nos media em Portugal, é que no dia 3 de Novembro, na América, a par de eleições para governadores nos estados de Virgínia e New Jersey, em que os candidatos de Obama foram derrotados, no estado de Maine houve um referendo que chumbou a equiparação das uniões do mesmo sexo ao casamento, com a particularidade de ter sido o 31º referendo sobre este assunto e sempre com o mesmo resultado, em estados americanos. Ou seja, nunca houve um referendo sobre este tema em que o eleitorado sufragasse a ideia de que uniões do mesmo sexo dão casamento. Um verdadeiro 31.

Perante esta conjuntura, impõem-se três profecias, bem mais fáceis de fazer que as previsões do clima para o fim do século (com modelos computacionais e tudo):

• Como não há 31 sem 32, irá haver um 32º referendo na América para tentar equiparar as uniões do mesmo sexo ao casamento
• Como há sempre 2 sem 3, não haverá um 3º referendo em Portugal sobre o aborto, nem haverá um 3º referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa

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2009/11/13

E estes, não levam nada? 


Manuel Brás

Ainda que atrasado, aqui vai um comentário à concessão do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama, justificado com base na esperança, já que com factos não é possível. Os “nóbeis” estão cada vez mais dominados pela ideologia que pretende determinar o pensamento único à escala global.

Daqui a uns dias, talvez semanas, se verá a decisão de Obama de enviar, ou não, mais tropas para o Afeganistão. Aí, vamos ver.

Até lá, é caso para perguntar porque é que homens como Fidel Castro, Chavez, Ahmadinejad ou Putin não recebem também o Prémio Nobel da Paz. É que eles têm feito imenso pelo desarmamento nuclear.

No Ocidente, claro está…

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Saramago e a Inquisição: um privilégio negado 

Na absurda polémica de Saramago a propósito da Bíblia tudo é caricato e ridículo.

A referência à Inquisição não escapa à regra. Ele bem queria morrer na fogueira para ser herói! Mas não tem sorte. Que frustração!

Provavelmente vai ter que se contentar com uma injecção do Sócrates ou do Zapatero.

Isso não impede, obviamente, que daqui a 50 ou 100 anos algum historiador, em perfeita sintonia com a modernidade e dentro do mais puro espírito científico, venha a descobrir que afinal o Saramago morreu queimado nas fogueiras da Inquisição.

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A América em mudança 


Manuel Brás

O refrão da campanha de Obama, que terminou há um ano, está a cumprir-se à letra: Change you can believe in!

Com um ano de Obama em cima, parece que os americanos se estão a fartar depressa. Nas eleições de 3 de Novembro o Partido Republicano conquistou governadores nos estados de Virgínia e New Jersey, enquanto o candidato à Câmara dos Representantes do recém nascido Partido Conservador pelo 23º círculo eleitoral de Nova York arrecadava 45% frente a 49% do candidato democrata, depois de ter obrigado, três dias antes das eleições, a candidata do Partido Republicano – Scozzafava – a desistir da corrida com uns míseros 16%. Um começo honroso para o Partido Conservador e uma retoma animadora para os republicanos.

Mas, a maior surpresa veio do Maine, contra todas as sondagens e previsões. A maioria dos eleitores rejeitou a equiparação das uniões homossexuais ao casamento, o que faz elevar para 31 o nº de estados, incluindo a Califórnia, que sobre este assunto se pronunciou desta maneira, sem que os eleitores americanos alguma vez tenham aprovado a decisão contrária. Ou seja, 31 a 0.

É curioso que a maioria dos eleitores vota num determinado sentido, mas alguns juízes têm a mania que educam toda a gente e tomam unilateralmente decisões contrárias. Democracia, sim, mas desde que os votos vão no sentido que interessa aos iluminados.

Isto faz lembrar qualquer coisa que dá pelo nome de UE.


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Perguntem que ele sabe 

Manuel Brás

“O Governo está feito e José Sócrates prepara os próximos passos. Num executivo que dará prioridade à economia e ao reforço do controlo dos milhões da UE, a prioridade passa a ser o programa de Governo e a agenda legislativa de curto prazo. Uma das primeiras medidas, sabe o DN, será a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

O parágrafo acima, tirado literalmente do DN, dá-nos umas luzes da genialidade do Engº Sócrates e do seu governo em matéria de economia e de combate è crise e ao desemprego.

A receita é original e, como vemos, funciona perfeitamente. Perante a expectativa da crise económica e do desemprego o Engº Sócrates atirou-lhes com o aborto e o divórcio (para os heterossexuais, é claro). Agora, atira-lhes com a equiparação das uniões gay ao casamento e com a eutanásia. Porque a prioridade é a economia e o combate ao desemprego.

Se alguém não entender o milagre económico em marcha, pergunte-lhe, que ele sabe responder.

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2009/10/23

Caim, Caim 


Manuel Brás

Sobre a polémica à volta das declarações ridículas de Saramago já quase tudo foi dito, até que Deus não precisa de insultar o Saramago para vender mais bíblias.

O que é facto é que o homem tem uma soberba que vai daqui até à Lua, ao ponto de dar ordens à Judite de Sousa sobre o que pode e não pode falar a respeito dele. E a soberba, como se sabe, cega o entendimento. Ele lá sabe porque se dedicou tanto à cegueira, não à dos olhos, mas da razão.

Saramago diz-se ateu, o que significa que pensa que Deus não existe. Mas depois vem dizer que o Deus da Bíblia é cruel, vingativo e não é de fiar. Ora bolas. Como é que alguém que não existe pode ser cruel, vingativo e infiel?

Por este andar, vamos ter mais revelações…

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2009/10/21

Aqui há gato... 

Manuel Brás

O “Público” de 4 de Outubro fazia referência a um estudo realizado por várias conferências episcopais sobre o impacto e a forma como as mensagens da Igreja eram aceites, na Europa, pelas pessoas, segundo se tratasse de questões de moral sexual e bioética ou de questões de solidariedade e desenvolvimento, ou seja, de política.

O resultado não espanta, mas por si só não chega. Mais importante é perceber porque se chegou a este ponto. A isto não é estranha a propaganda mediática ao longo dos anos orientada num certo e único sentido, sem contraditório, para formatar a “opinião pública”, bem como o silêncio cúmplice ou a incoerência, teórica e prática, de muitos outros que tinham a obrigação de esclarecer e fazer a diferença.

É curioso como as pessoas acham que a Igreja se deve calar em matéria de moral sexual e direito à vida, mas já aceitam o discurso daqueles que defendem os valores contrários, que são, supostamente, políticos.

Não deixa de ser bizarra a percepção que muitas pessoas têm do que é a Igreja. Aceitam mal a moral cristã, sobretudo no que toca à sexualidade e à transmissão da vida humana, e por isso acham que a Igreja não deve falar disso, mas já acham que a Igreja deve falar de desenvolvimento, de solidariedade, em suma, de política. Como se os princípios que a Igreja tem para falar de solidariedade e desenvolvimento fossem diferentes dos que tem para falar de moral sexual e direito à vida humana. Talvez o descrédito e o desgaste da classe política portuguesa faça pensar que a Igreja tem alguma receita milagrosa para a crise económica e social em que estamos mergulhados. No fundo talvez as pessoas julguem que a Igreja serve para varrer os cacos da sociedade de consumo. Se os políticos falharem, a Igreja supre...

Se a Igreja deve falar de desenvolvimento e solidariedade, por ser mais aceite, então os políticos devem falar de quê? De moral e religião?

Se Jesus Cristo e os primeiros cristãos estivessem à espera de sondagens favoráveis para evangelizar, estavam tramados.

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2009/10/13

As coisas que o Miguel manda… 

Manuel Brás

O Miguel, nosso amigo e colaborador, enviou o seguinte texto, que me atrevo a actualizar com mais uma alínea, no fim:

a-) VAIS TER RELAÇÕES SEXUAIS?... O GOVERNO DÁ UM PRESERVATIVO.

b-) JÁ TIVESTE?... O GOVERNO DÁ A PÍLULA DO DIA SEGUINTE.

c-) ENGRAVIDASTE?... O GOVERNO DÁ O ABORTO.

d-) TIVESTE FILHO?... O GOVERNO DÁ O ABONO DE FAMÍLIA

e-) ESTÁS DESEMPREGADO?... O GOVERNO DÁ O SUBSÍDIO DE DESEMPREGO.

f-) ÉS VICIADO E NÃO GOSTAS DE TRABALHAR?... O GOVERNO DÁ O RENDIMENTO MÍNIMO GARANTIDO

g-) CABULASTE E NÃO FIZESTES O 2º OU O 3º CICLO?... O GOVERNO DÁ-TO EM 3 MESES NAS NOVAS OPORTUNIDADES.

AGORA.... EXPERIMENTA ESTUDAR, TRABALHAR, PRODUZIR E ANDAR NA LINHA PARA VER O QUE TE ACONTECE!!!... O GOVERNO DÁ-TE UMA BOLSA DE IMPOSTOS PARA PAGAR AS ALÍNEAS ANTERIORES!!!

h) És doente terminal? O Governo dá-te a morte através da eutanásia.

manuelbras@portugalmail.pt

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Aos assustados 

Manuel Brás

Os termos nacionalismo e nacionalista ainda hoje continuam a assustar.

São, indubitavelmente, termos ambíguos, no sentido de que os seus significados não são os mesmos para todos, podendo até ter significados contrários.

É um caso análogo aos termos liberalismo e liberal. Veja-se como liberal na América significa socialista/esquerdista. Na Europa também é quase assim. Porém, o termo conservador na América designa alguém que perfilha os princípios do liberalismo clássico.

É que, basta que um blogue contenha os vocábulos nacional ou nacionalista para que algumas pessoas, sem mais raciocínio e discernimento, se assustem de imediato, façam queixinhas e demonizem pelas costas, quando antes nunca tiveram a coragem de o fazer pela frente. Como se as Nações não existissem... E depois vêm falar de tolerância...

Mas, pela parte que me toca, não há razão para sustos, porque eu não tenho medo de explicar o que entendo por nacionalismo. Até porque a reflexão e a partilha de ideias políticas nunca fez mal a ninguém.

Assim como uma determinada visão do Homem pode gerar um humanismo, uma determinada visão da sociedade ou do Estado pode gerar o socialismo, a teorização da Nação designa-se nacionalismo. Porque as Nações existem e constituem um valor político, é possível teorizar sobre elas, ou melhor, é impossível deixar de teorizar sobre elas. Noutras palavras, o nacionalismo também pode ser entendido como uma ética para a qual a Nação é considerada o valor supremo na ordem política. E sublinho na ordem política, porque considero que a ordem política não é tudo, nem é fechada, e não abrange tudo, conforme pretendem as tendências totalitárias. Não é a ordem política que define a natureza do homem, nem dos grupos sociais e não está acima da ética: aceita-os e trabalha consequentemente em prol do comum e da unidade.

Por conseguinte, é possível conceber a Nação como valor supremo na ordem política, limitada em termos éticos ou morais pela natureza humana, que é dizer, pela lei natural.

Só isso.

manuelbras@portugalmail.pt

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